O cume do Monte Olimpo chama-se Myticas. Mítico? Não. O ponto mais alto da montanha mais alta da Grécia chama-se nariz, myticas, em grego. As montanhas põem-nos no nosso lugar de várias maneiras. Às vezes, é na romantização que fazemos do seu nome.
O nome do seu pico poderá não ser mítico, mas a montanha é-o certamente. Segundo a mitologia, a morada dos 12 deuses do panteão da Grécia Antiga foi criada depois da vitória destes sobre os seus pais tiranos, os titãs, e mantida escondida dos olhos humanos acima das nuvens e névoas que rodeiam os seus picos. Zeus, o deus dos deuses, ali tinha o seu trono, de onde disparava raios a quem tentava ascender aos seus domínios, ou consoante os seus variáveis humores. E se Zeus era deus de humores!
A meteorologia explicada pela mitologia é visível nas árvores calcinadas que se vêm pelo caminho e é também uma das razões porque uma montanha com “apenas” 2.918 metros de altitude só foi ascendida pela primeira vez em 1913.

A outra razão relaciona-se também com o medo, mas dos homens, não dos deuses. Nas suas vertentes escondiam-se bandidos, os famosos Klephtes, que assaltavam e raptavam as pessoas com mais posses para pedir resgates.
Hoje, vencidos os medos reais e imaginários, o Monte Olimpo está inserido num parque natural com o mesmo nome, onde se distribuem vários trilhos bem marcados que levam aos diferentes picos através de florestas frondosas, escarpas rochosas e planaltos alpinos ventosos. Está, desde 1981, classificado como Reserva da Biosfera pela UNESCO.
Foi num final de Setembro, quente ao nível do mar, que eu e o Borja subimos até ao Planalto das Musas, quase quase até à ponta do “nariz”. Faltou-nos “um bocadinho assim”, que optámos, conscientemente, por deixar para uma próxima vez. Implicava uma subida quase a pique, por rocha um pouco solta. As montanhas são rainhas, o caminho vale tanto ou mais que o cume e tenho a certeza que voltarei, mais preparada, para tocar o pico da morada dos deuses. Andei feliz e inspirada e isso já foi imenso.

Litochoro é o mais prático ponto de acesso ao Parque Nacional de Olimpo. Com vários hotéis e restaurantes e um ambiente relaxado, é também o lugar perfeito para preparar a ascensão e relaxar depois da descida. A vila, situada na base do Monte Olimpo e pendurada na sua vertente Este, está apenas a 194 metros de altitude, mas dá a sensação de uma vila de montanha muito mais alta. Talvez sejam as casas de pedra, talvez seja a vigilância constante dos picos do Olimpo a espreitar por detrás do desfiladeiro de Enipeas, que a atravessa, mas parece difícil de acreditar que, apenas a seis quilómetros dali, se acumulem os resorts de praia da “Riviera Olímpica”.
Eu já tinha visitado Litochoro aquando da prospecção da minha viagem na Grécia para a Nomad e tinha tido a sorte de escolher o hotel ideal na altura, que decidi repetir. O Afroditi Arthontiko tem quartos bonitos e muito confortáveis, varandas com vista para as montanhas ou para a praça principal, uma equipa do mais simpático que já apanhei e um pequeno-almoço que nos deu para almoço quer no dia da ascensão, quer no dia de viagem a Atenas, depois. As senhoras que nos atenderam trataram-nos como tias cuidadosas e interessadas, deram-nos a escolher os quartos ao nosso gosto e guardaram-nos as mochilas no dia de intervalo entre as reservas, quando fizemos a caminhada e dormimos no Planalto das Musas.
Chegámos de Thessaloniki ao final da manhã, num dos autocarros directos que saem a cada hora. Depois de deixar as mochilas e almoçar, levei o Borja a ver a “banheira de Zeus”. No topo da vila, onde o trilho E4 vem dar após percorrer o desfiladeiro do Enipeas, há uma pequena levada coberta, por cima da qual se pode caminhar facilmente. Em menos de um quilómetro, alternando entre árvores e vistas para as montanhas e o mar, chega-se a uma cascata com algumas poças, a tal “banheira”. O rio Enipeas, luzindo o seu verde transparente característico, corria com uma força que não lhe tinha conhecido da outra vez, fruto da tempestade das semanas anteriores. O caminho é muito fácil e dá um vislumbre da maravilha que é o parque, que percorremos no dia seguinte. Foi um amuse-bouche paisagístico que também nos deu informação sobre o trilho que pretendíamos fazer para descer, parte da rota europeia E4.



Desde Prionia, o último sítio onde se pode chegar de carro, até Litochoro, o E4 vai acompanhando o desfiladeiro, subindo e descendo pelas suas encostas, vendo as muitas cascatas, seguindo o rio e cruzando as várias pontes de madeira robustas que o atravessam. Tinha-o feito em quatro horas de deslumbre no ano anterior e era por ali que tínhamos planeado terminar a nossa descida do Monte Olimpo. No caminho para a “banheira de Zeus” vimos o lugar onde a E4 chega, fechado e com um cartaz a avisar que algumas pontes tinham sido destruídas pelas cheias da tempestade e o trilho não estava transitável.

Umas perguntas numa agência de viagens outdoor local confirmaram a informação. Seria possível contornar o trilho, se quiséssemos, mas acrescentava mais quilómetros, mais desnível e um caminho mal marcado a um dia que já se adivinhava longo para chegar até à vila. Ou então combinávamos um transporte para nos apanhar no Mosteiro de Agios Dionisios, mais ou menos a meio caminho entre Prionia e Litochoro e precisamente onde estava a primeira ponte intransponível. Era o único lugar onde o trilho se aproximava da estrada e permitia-nos assim fazer esse primeiro bocado que acompanha o rio Enipeas. Decidimos que era a melhor hipótese e fomos falar com os taxistas que esperam na praça principal, habituados a estes transportes à boca dos trilhos.
Às 8.30h do dia seguinte, tal como combinado, lá estava Dimitrios para nos conduzir até Gortsia, a 14 quilómetros de Litochoro e 1.137 metros de altitude, onde iniciámos a subida. Desejou-nos boa caminhada e contou-nos como, mais novo, subira várias vezes ao topo e acampara na montanha. Parece que é uma espécie de ritual de maioridade, a ascensão.

A rota Gortsia – Refugio Petrostrougka – Planalto das Musas está bem trilhada e marcada. São 14 quilómetros com 1.700 metros de ganho de elevação que se sofrem um pouco em paredes mais empinadas, mas se fazem relativamente bem. A primeira metade do caminho vai sempre em floresta. Faias, abetos, pinheiros e arbustos vários filtravam o sol, o chão estava coberto de folhas e quase (quase) não dávamos pela inclinação do trilho que, a espaços, chegava aos 10%.



Este é um dos trilhos mais concorridos do parque, mas naquele Setembro tardio, cruzámo-nos com cinco ou seis pessoas, se tanto. Chegámos ao refúgio Petrostrouga, a 1.970 metros, com três horas tranquilas nas pernas. Ao longe, entre os pinheiros, viam-se a costa e o mar.

Daí para a frente, a paisagem começa lentamente a mudar. As árvores tornam-se mais pequenas e vão rareando, a pedra é mais visível, tudo se vai tornando mais árido, mas nem por isso menos bonito.




Começamos a entrar em ambiente alpino e o romântico do verde é substituído lentamente pela crueza da pedra, às vezes cinzenta, às vezes quase branca. Ali coexistiam numa harmonia, numa semi-nudez tomada pela luz que me emocionou.

A caminho do pico Skourta (2.485m) enfrentámos a primeira parede de cascalho em ziguezagues descobertos. As árvores ficaram todas mais abaixo, a inclinação girou bruscamente para cima e o vento começou assobiar. Já estávamos acima das nuvens. Olhando para cima, víamos o chão, o céu e a silhueta de um grupo de três.

Lentamente, continuámos a subir. Ao virar uma esquina do trilho, estávamos quase nesse primeiro topo. Nunca deixa de me espantar a maneira como um trilho de montanha nos prega surpresas. Quando parece que não vai acabar nunca, chegámos.

Dali, avistámos pela primeira vez o Planalto das Musas, rodeado pelos picos do Olimpo e, antes dele, a crista de Laimos, que íamos atravessar. Descer para voltar a subir é a sina das montanhas, mas as vistas dali valiam isso tudo. Os desfiladeiros do Enipeas, para um lado, e do Orlias para o outro, caíam da crista arredondada por onde caminhávamos. Em sentido contrário vinha uma fila de mulas carregadas, as abastecedoras dos refúgios. Parámos numa zona mais larga do trilho para as deixar passar tranquilamente, agradecendo-lhes para dentro o trabalho.


Depois de mais um ziguezague empinado e uma passagem rochosa estreitinha, a Perasma Giouso (potencialmente perigosa no inverno com neve), em mais uma daquelas curvas que nos tiram o fôlego por não estar à espera da paisagem que se revela, chegámos ao Planalto das Musas. Uma espécie de caldeirão coberto de erva rasteira, rodeado por picos rochosos para um lado e uma linha que nos lança ao vazio, do outro. Mesmo à minha frente, uma cabra com ar de veado pastava tranquila.

Apercebi-me depois que havia várias, em várias direcções. Estas cabras-montesas balcânicas (rupicapra rupicapra balcanica) são uma espécie de cabra-antílope e há uma população residente de 200 no planalto. São lindas e muito engraçadas. Mantém uma distância de segurança, ficando a olhar fixamente de cabeça voltada, se fazemos barulho, mas parecem pouco perturbadas pela presença humana. Caminhámos entre balidos enquanto algumas corriam à nossa frente e outras seguiam na sua pastagem.


No meio da erva, naquela altura amarela e ensopada, distinguiam-se dois trilhos. O da esquerda seguia pelo meio do planalto, até ao refúgio Christos Kakalos, o da direita contornava-o pela base do pico Profiti Illias, chegando ao nosso destino, o refúgio Giosos Apostolidis. Foi um último quilómetro de sorriso rasgado.

O refúgio está numa posição privilegiada. Plantado em cima da crista que une os picos Profitis Ilias e Toumpa, olha de lado para o Stephani e o Mytikas e de frente para o Planalto das Musas e o outro refúgio, mais abaixo, quase no limite da parede que cai a pique para o desfiladeiro.

Em dias limpos, vê-se o mar, a 2.697 metros de altitude. Deixámo-nos ficar no alpendre a absorver aquilo tudo, antes de descalçar as botas e entrar. Tinham sido seis horas de caminhada que tinham valido pelo caminho, mas também por aquele destino.
Tínhamos reservado as camas com antecedência. O refúgio alberga até 90 pessoas, com 66 camas e espaço para tendas no exterior. Ficámos numa camarata com 8 beliches, que não encheu, mas é recomendável reservar sempre, porque esgota frequentemente. Depois de largar as mochilas, pedimos um guisado na cozinha. Os pedidos são feitos ao balcão, onde deixamos o nosso nome. Espera-se depois no refeitório, que é também sala de estar, com janelões para o alpendre. Quando está pronto, gritam o nosso nome da cozinha, para ir buscar. Numa primeira abordagem, os rapazes da equipa pareciam homens da montanha calados e taciturnos, que o forte sotaque grego fazia parecer ainda mais brusco, mas era só aparência. Um sorriso de agradecimento a uma resposta (aparentemente) bruta, desatou-lhes delicadezas nas conversas seguintes e um meio sorriso que era mais inteiro que muitas mostras de dentes completas.


Depois do almoço tardio, fomos dar uma volta pelo planalto, caminhando até à sua margem e o outro refúgio. O vento começava a soprar forte e a temperatura já caíra bastante.


Voltámos para o conforto da sala, de onde podíamos ver as vistas e onde já tinham acendido a salamandra. A rocha cinzenta do Myticas impunha-se, cada vez mais na sombra, até ser só um dorso a contraluz, enquanto o sol se punha nas nossas costas.

Entravam e saíam caminhantes. Uns chegavam da sua ascensão ao Myticas, outros saíam de novo para subir aos vários picos circundantes para ver o pôr-do-sol. Ocupavam-se lugares nas mesas corridas, algumas pessoas metiam conversa, outras liam, iam-se ouvindo nomes gritados da cozinha para os jantares. A noite chegou e era total. Nem um pingo de luz lá fora, nem lua, naquele dia. Para chegar à casa de banho, impecável, mas nas traseiras e sem acesso por dentro do refúgio, era preciso frontal e o vento cortava, gelado, mal se dobrava a esquina do alpendre. Às dez da noite, as luzes apagaram-se e foi tudo para a cama. Eu já estava debaixo dos grossos cobertores desde as nove.
Dormi mal, como durmo quase sempre nestas situações, mas acordei feliz, antes do nascer do sol. O Myticas parecia de prata, naquela luz. O sol começou a levantar, primeiro uma bolinha vermelha tímida, até começar a crescer e passar a pintar tudo de dourado.

Subi ao Profiti Illias, de onde via melhor todo o planalto e os refúgios, e deixei-me ficar por ali a absorver as vistas e o silêncio.


Já sentada na sala com um café quentinho, escrevi: “O que é que me faz gostar de subir montanhas apesar do sofrimento do esforço físico, apesar de dormir mal em tendas ou nos refúgios? Este silêncio, estas vistas que só se atingem pelo nosso próprio pé. Essa sensação que também nós fazemos parte disto. Também nós somos natureza bruta. Também nós, pequeninos entre estes gigantes rochosos, grandes entre estas cabras e ervas, calados no meio do silêncio, somos isto, e isto é muito. Assumindo todos os clichés, na montanha não me assaltam crises existenciais. Só sou. Subo ou desço, chego e estou, sem pensar em propósitos ou objectivos que não sejam o caminho.”
Depois do pequeno-almoço começámos o caminho para descer. Contornámos Zonaria, a base do Myticas, num trilho estreitinho cavado na parede quase vertical, entre cascalho.

Tínhamo-lo observado, apreensivos, toda a tarde anterior desde o refúgio, mas a verdade é que se fez bem. Eu ia pasma com tudo, a olhar para trás, de onde vínhamos, para o mar de nuvens que se estendia à nossa frente, para a imensidão de pedra que nos rodeava e brilhava com o sol já alto.



Entre linhas direitas claras marcadas na encosta e zonas menos óbvias onde navegávamos curvas e contracurvas apertadas nas pedras, para vencer mais facilmente a inclinação da descida, fizemos os 3 quilómetros que atravessam esta zona e desembocámos na E4, a 2.400 metros de altitude.


A partir daí, seria descer à bruta, em degraus, pedras e terra, aos ziguezagues pelo desfiladeiro do Enipeas abaixo. Ali, ainda não havia árvores e o sol já apertava.


Enquanto perdíamos altura a temperatura ia aumentando e agradecemos a sombra, quando voltámos a entrar nas florestas frondosas do parque. A inclinação, essa, continuou mais ou menos a mesma até Prionia. Foram 10 quilómetros para passar dos 2.697 metros aos 1.100.


Parámos para um café e um chocolate no refúgio Spilios Agapitos, já bem metido na floresta e encaixado na rocha, a 2.040 metros de altitude. Ali era também o último sítio onde teríamos rede de telefone e avisámos Dimitrios que estaríamos no parque do mosteiro daí a quatro horas. Em retrospectiva, talvez tivesse sido melhor dar-nos um pouco mais de folga.

Já protegidos por enormes pinheiros, carvalhos e castanheiros, continuámos a descida. Quase a chegar a Prionia começámos a ouvir o refrescante ruído da cascata da nascente do rio Enipeas e foi com muita alegria que demos com o azul da sua água. Foi mais ou menos nesta altura que nos arrependemos de não ter dado mais tempo para aproveitar o caminho e ir a banhos, mas a rede era inexistente, por isso seguimos.


Daí para baixo entrámos na parte da E4 que eu já conhecia e a rota aplanou, ligeiramente. As primeiras pontes sobre o rio estavam intactas e o trilho continuava, como me lembrava, entre rochas e árvores, ao longo do rio, umas vezes ao seu lado, outras desviando-se colina acima.



O desfiladeiro era um mar de verde, visto de cima, e ali em baixo percebemos porquê. Salgueiros, amieiros, choupos, amoreiras e arbustos vários juntavam-se aos pinheiros e carvalhos que caracterizam a vegetação do parque. Saltitando entre pedras e raízes enormes, de passo apressado, chegámos à zona do mosteiro ainda com tempo de descer ao rio mais uma vez e percebemos o porquê do “encerramento” do trilho. À ponte, de madeira robusta, faltava parte do chão e viam-se troncos de árvores presos entre as colunas e o corrimão. Devido à tempestade, o rio subira a níveis que não conseguia imaginar naquele dia, das suas margens tranquilas e arrastou consigo pedras e troncos enormes. Segundo nos contaram, as duas pontes seguintes não estavam em melhor estado.

A mitologia grega tem várias lendas sobre Enipeas. Numa delas, Enipeas era um jovem bonito, amado e desejado por todas as deusas do Olimpo. Mas preferiu Afrodite, o que causou a ira de Hera, que, para se vingar, o transformou num rio. Outra conta que Enipeas era um deus-rio tão poderoso que poderia derrotar em batalha todos os deuses, exceto Zeus. Na mais conhecida, Tyro, filha de Salmoneus e Alcidice, apaixonou-se profundamente pelo rio Enipeas. Descia às suas margens e chorava sobre as suas águas, pois o seu amor não era correspondido. Esse amor despertou a luxúria e o ciúme de Poseidon, que tomou a forma de Enipeas e, enganando-a, dormiu com ela e fez-lhe dois filhos. Como tantas outras, estas histórias procuravam explicar os fenómenos naturais incompreensíveis ao homem, sendo que, os mitos e deuses gregos são particularmente ricos em ciúmes, violência, luxúria e traição. Pensei em como essa visão da natureza se aplicava tão bem à destruição causada pela tempestade que vi não só ali, mas em toda a região central da Grécia nesse mês. Seria bem mais fácil de aceitar olhando-a como capricho de deuses tão imperfeitos como os homens.
Subimos até à estrada e entrámos pela porta rodeada de paredes destruídas. O mosteiro foi estabelecido no início do século XVI por São Dionísio, que vivera uma vida eremita na caverna vizinha de Agio Spilero. Serviu como um importante centro religioso da região, mas também como um abrigo para os combatentes pela liberdade durante a Guerra de Independência da Grécia, a Batalha do Olimpo em 1878 e a Segunda Guerra Mundial, sofrendo vários ataques devastadores. O último ataque nazi em 1943 destruí-o quase na totalidade e levou à construção e transferência dos monges para o Novo Mosteiro de Agios Dionysus, logo acima de Litochoro. Nos últimos anos têm sido feitas obras de reconstrução e as novas paredes em pedra, combinadas com o que ainda está em ruínas e o seu entorno verde e montanhoso, dão-lhe um encanto muito particular.
Tal como combináramos, exactamente às quatro da tarde, chegámos ao pé de Dimitrios, que nos congratulou pela subida. No caminho de volta a Litochoro, contou-nos sobre a Maratona do Monte Olimpo, que se realiza todos os anos. Uma corrida de 44 quilómetros, subindo desde Dion, ao nível do mar, até aos 2.780 metros de altitude e descendo até Litochoro, pelos trilhos por onde andáramos, que muitos concorrentes completam em cinco horas. Uma loucura.
De volta ao nosso quarto, sentados na varanda com vista para as montanhas de onde viéramos e ainda antes de tirar o pó do corpo, brindámos ao caminho, e prometemos voltar para conquistar o mítico nariz.
Magnífica crónica ! Com ela viajei um pouco também.
LikeLike
Obrigada Henrique! Tens de voltar à Grécia e subir até lá. Ias gostar.
LikeLike