Reflexões na Colômbia

Uma das grandes vantagens de trabalhar com parceiros locais em quem tenho confiança total e que partilham a minha vontade de tentar mitigar os possíveis efeitos adversos do turismo (e potenciar os benefícios), é poder adaptar as visitas ao longo do tempo. 

Já levo 10 anos a liderar viagens na Colômbia e, nos últimos três, tenho falado muito com a minha querida amiga e guia Ana Maria sobre a evolução da Comuna 13, em Medellín. De um bairro com uma história inspiradora para o circo turístico que se tornou, com pessoas a venderem as suas casas e mudarem-se para outras zonas do bairro, devido à confusão e para que se façam cada vez mais negócios e miradouros. 

Em Novembro decidimos, por iniciativa conjunta e com os conhecimentos dela, não ir à Comuna 13 e visitar em vez disso a Comuna 3. Esta comuna (o equivalente às nossas freguesias) é também um bom exemplo de iniciativas conjuntas, estatais e comunitárias, que potenciaram a transformação de bairros de génese ilegal, formados pelas migrações resultantes da violência, que já foram dos mais perigosos do mundo. E não tem nem um quinto da confusão da 13. Guiados por Mary, uma guia local da própria comunidade, pudemos conversar com os moradores de forma muito mais autêntica e próxima e sentir como o turismo comunitário pode ser um agente complementar de educação e mudança, sem ter de cair na massificação. Deixo-vos o link para acompanharem o seu trabalho e falarem com eles, se se virem por Medellín:

https://www.instagram.com/wimatravels/

Aproveito este postal para vos contar também que deixei a Nomad, e vou estar a liderar viagens para a Trilhos da Terra. Vou continuar a fazer viagens na Colômbia e na Grécia, porque são os meus destinos do coração, com itinerários repensados para transmitirem a essência desses países, de forma ainda mais autêntica e responsável. Mais para a frente, terei novidades de outro destino 😉

Podem ver tudo aqui: https://trilhosdaterra.com/lider-de-viagem/filipa-chatillon/

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