Do Porto e dos Sonhos

Comboio Porto-Lisboa. Dez da noite. Passei os dois últimos dias a trabalhar na sede física da Nomad, a organizar a viagem que vou liderar. Isto é trabalho. Isto implica deslocar-me de Lisboa. Isto são muitas horas de pesquisa antes de vir, muitas horas a debater trajectos, lugares, tempos de viagem, experiências, transportes. A ordenar, para depois desordenar. Baralhar e voltar a dar.

E isto é um prazer. É um prazer pensar em como transmitir a melhor experiência possível; é um prazer partilhar ideias e dicas com quem faz isto há mais tempo e é, principalmente, um prazer perceber o profissionalismo, cuidado e carinho que é posto em corresponder às expectativas que os nossos viajantes têm.

Enquanto o comboio desliza, penso em como me sinto privilegiada em fazer parte desta equipa. Em como é bom falar com gente que fala a mesma língua emocional e profissional que eu. Em como o cliché do “quem corre por gosto não cansa” me faz tanto sentido agora.

A última vez que vim ao Porto foi para a entrevista, há 7 meses. Na altura, também a caminho de Lisboa, escrevi:

“Tenho a sensação que esta será uma de muitas vindas. A entrevista com a Nomad deixou-me com muito boa energia. Sinto que estamos em sintonia. Diziam-me no outro dia, a propósito de todos estes acontecimentos na minha vida, que o Universo começa a alinhar-se, e é isso mesmo que sinto. Não que ele se alinhe sozinho, mas que as minhas escolhas, mesmo os passinhos mais pequeninos dos últimos anos, começam a formar um caminho. Esse alinhamento. Porque tenho tido a coragem de me escutar, e de agir sobre isso, de maneira cautelosa, mas consistente.

Descia os Clérigos e passavam universitários com dossiers nos braços. Lembrei-me dos tempos de liceu e faculdade, do medo de não vingar naquela escolha, de me arrepender, de não saber, da angústia. Hoje, tenho vontade de lhes dizer que não tenham medo, que vai correr tudo bem, que o caminho pode ser aquele, mas que se quiserem mudar de direcção, podem. Que tenham tranquilidade e coragem. “

Hoje, comprovada essa sintonia que senti na entrevista e mais uma vez a voltar do Porto, digo-vos a vocês que me lêem. Sigam os vossos sonhos. Mudem, sempre que o sintam necessário. Rodeiem-se de gente que o faz também, que acredita, que vos apoia e estimula a fazer mais e melhor, e dêem o salto. Vai valer a pena.

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