Em Arcos de Valdevez potenciam-se amizades

“Isto sabe a pecado!” Exclamação que é prenúncio de dias bem passados.

Foi o que aconteceu à mesa da “Vinhos e Sabores”, numa sexta-feira de Julho em que o calor apertava. Os cacharoletes foram o antídoto perfeito e a introdução ideal ao imenso conhecimento sobre vinhos do engenheiro Vítor, que entre histórias dos Arcos e histórias da vida, nos deu a conhecer as uvas e produtores da região. Começou assim o fim de semana organizado pela câmara de Arcos de Valdevez, que me juntou à Marlene, à Daniela e à Sónia para explorar vários programas possíveis para viagens com amigos, no município.

E foi assim, como entre amigos que ainda não éramos, mas que as experiências aproximaram, que descobrimos o que eram cacharoletes. A loja/bar “Vinhos e Sabores” foi criada pela Associação dos Vinhos de Arcos de Valdevez (AVVA), cujo objetivo é promover, desenvolver e defender a tradição, a cultura, a gastronomia e os vinhos locais, em parceria com a câmara. Mais que uma loja, faz parte da rede nacional de museus, como espaço de interpretação do vinho.

Foi isso que fez connosco o engenheiro Vítor. Entre copos e petiscos, explicou-nos que Arcos de Valdevez é uma sub-região do Vale do Lima, tipificada por vinhos verdes elementares: tintos da casta Vinhão e brancos da casta Loureiro. Essas castas dão origem a vinhos com características únicas, resultado de condições climatéricas muito peculiares. Nos brancos dão vinhos mais doces, mais tropicais que na zona de Viana e Ponte de Lima, porque as vinhas estão mais altas, com menos disponibilidade de água e terreno menos fértil. Isto concentra mais o sabor e dá maior concentração alcoólica. Os tintos (o mal-amado verde-tinto), são menos salinos e mais minerais que noutras regiões. Ficámos também a saber que Arcos foi uma das primeiras regiões exportadoras de vinho em Portugal. Já no século XVII saía para Inglaterra, viajando em barcaças pelo rio Lima até Viana do Castelo, de onde seguia em grandes veleiros rumo ao norte.

Então e os cacharoletes, onde andam no meio disso tudo? Segundo o Priberam, são, em sentido figurado, uma reunião ou conjunto de várias coisas. Também aparece como bebida alcoólica feita da mistura de vários licores e é uma palavra de origem obscura. Foi o nome que a AVVA decidiu dar aos cocktails feitos à base destes vinhos e foi com eles que fizemos os primeiros de muitos brindes “aos Arcos”. Um tinto surpreendente, com Vinhão, gelo, açúcar e lima, e um branco a lembrar uma caipirinha suave, com Loureiro, macerado de limão e açúcar, e gelo.

Para além dos vinhos, a AVVA vende e promove também produtos gastronómicos locais artesanais, principalmente enchidos, queijos e doces. E, para potenciar esta promoção, criaram para o bar as “Combinações Improváveis”, em que produtos diferentes de dois produtores se conjugam em pequenos petiscos.

Provámos várias combinações, com vários vinhos diferentes, enquanto o dia começava a escurecer e a conversa não esmorecia. Foi uma delas que causou a exclamação da Daniela com que iniciei este texto. O que soube a pecado, foi uma rodela de moira (chouriço de sangue) emparelhada com um pedaço de charutos dos arcos (doce de ovos embrulhado em hóstia) e estava dado o mote para a boa disposição dos dias seguintes.

Pedras e Rios

Sábado foi dia de água e montanhas, ambos abundantes nos 450km2 que tem o município de Arcos de Valdevez, grande parte deles dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Da vila dos Arcos à vila do Soajo são 20 quilómetros de uma estrada que, entre curva e contracurva, com mais ou menos encontros quase-imediatos com cachenas e garranos que por ali passeiam, se adentra já no Parque Nacional. Diz-nos, com razão, o nosso guia e condutor Luis, da Eco4Adventure “É a terra deles. Quem por aqui conduz já tem de contar com isso e respeitar o espaço dos animais”. Eu já fiz esta estrada várias vezes, mas emociono-me sempre com as vistas e os encontros. Esse dia não foi excepção.

Há várias razões para visitar o Soajo. Espigueiros, miradouros, lagoas, mosteiros, caminhadas e uma população particularmente orgulhosa da sua terra são algumas das que já tinha conhecido outras vezes. A que nos levou lá esse sábado, foi o river trekking, uma caminhada aquática, pelo rio Adrão. Às vezes pelo leito; às vezes com a água pelos tornozelos; às vezes a nado, nas poças mais fundas; às vezes tipo lontra ou a fazer uma espécie de sku ao contrário, de molho, empurrando com as mãos enquanto se arrasta o rabo pelas pedras escorregadias, sobe-se contra corrente, rio acima.

Equipadas e guiadas pela Soajo Nomadis, fizemo-nos ao caminho com um entusiasmo quase infantil. O dia estava quente e a água muito menos fria do que esperávamos. Entre mergulhos, passadas confiantes e escorregadelas despoletadoras de gargalhadas lá a fomos seguindo, límpida e verde, a reflectir as árvores que acompanham as margens. De zonas menos fundas a grandes poços com cascatas, do cascalho aos grandes blocos graníticos, fomos saltitando, caminhando, arrastando, nadando e boiando sempre em admiração profunda pela natureza circundante. A caminhada faz-se ao ritmo dos seus participantes, com tempo para parar e apreciar e nós só exclamávamos “Que coisa bonita! Ficava aqui o dia todo.”

Infelizmente, não podíamos ficar o dia todo. Esperava-nos o almoço e muitas vistas para ver à tarde. Depois de muito bem nutridas, com cachena no forno e um maravilhoso leite-creme com ananás, no restaurante Videira, voltámos à estrada. Fomos em direcção à Serra da Peneda, mas fazendo jus à beleza do caminho, com paragens frequentes.

Do miradouro do Tibo pudemos contemplar os meandros, vales e aldeias que compõe parte desse maciço. Em primeiro plano, plantada nas margens do rio Veiga e cercada por campos de trigo, vê-se aldeia inverneira de Tibo. Ao longe, adivinha-se o Santuário da Senhora da Peneda, abrigado num vale profundo. A oeste, avista-se o lugar da Gavieira e no alto, a aldeia de São Bento do Cando. No relevo do terreno, adivinham-se as brandas e inverneiras, lugares históricos de pastagem dos animais a diferentes altitudes. São clareiras mais altas para a Primavera e Verão, mais baixas para os Invernos rigorosos.

Na curva da estrada anterior a este miradouro (de quem vem do Soajo), há outro, (ainda) não oficial, o Miradouro do Cerqueiral, que o complementa na perfeição. Com vistas mais para este e sul, acompanhamos com o olhar, desde o vale do Santuário da Peneda, as paredes verticais da serra, que descem para o vale do rio da Peneda. Continuando para sudeste, as várias cadeias montanhosas que são já Espanha, do outro lado do rio Castro Laboreiro, e o rio Peneda a brilhar, já gordo por causa da barragem do Lindoso, antes de se juntar a ele.

O Luís ia-nos apontando a geografia e nós, íamos tentando situar-nos, com pouco sucesso. O que não esmorecia era o entusiasmo com a imponência da paisagem. No caminho para o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, a estrada pôs-nos de frente para a aldeia de Bouças, que tínhamos espreitado de longe, nos miradouros. O meu sentido de orientação já me tinha abandonado numa qualquer curva anterior. Espantei-me de a ver ali, e estendi o meu espanto aos milhares de pessoas que se encaminham para Sistelo na época alta, entupindo estradas e trilhos para “aquela” foto da aldeia e dos seus terraços de cultivo. Ali estava um exemplar parecido, igualmente bonito, sem ninguém. E como esta, há várias aldeias assim, espalhadas pelo parque. É querer explorar e não nos limitarmos a seguir modas. Adiante.

Mais que o santuário em si, que eu não sou muito de monumentos religiosos, impressionou-me a sua localização, encaixado no vale e vigiado pela Fraga da Meadinha. Quando chegámos, o sol já estava baixo e, reflectido na pedra, iluminava-a de dourado contra o azul do céu. O contraste das cores da natureza com o cinzento das escadarias e torres, e o som da água a correr encosta abaixo (no inverno é uma cascata impressionante) reforçaram a minha costela pagã.

Soubemos depois que na primeira semana de Setembro se realiza um grande arraial popular e uma enorme festividade, com um dia, inclusive, dedicado aos romeiros galegos, aparentemente muito devotos da Sra. da Peneda, ou muito dados à festa. A equipa da câmara dos Arcos que nos acompanhava não o soube especificar. Fiquei curiosa. Religião não é comigo, mas aprecio um bom arraial.

De caminho à Porta do Mezio, tentávamos organizar a informação do dia. Simulando uma árvore genealógica, enquanto memorizávamos a paisagem através dos nomes, murmurávamos: “O Laboreiro vai dar ao Pomba que se mistura com o Peneda… não, era o Pomba e o Peneda que se misturavam entre si, davam com o Laboreiro e iam já em família para o Lima. Então e o Vez? O Vez é outra história, mas também vai dar ao Lima. É assim um primo afastado. E onde é que andámos hoje de manhã na caminhada aquática? Esse era o Adrão.” Com maior ou menor sucesso, entre risos, e baralhando até os nossos guias, lá fomos conseguindo sistematizar. Arcos de Valdevez também se pinta com as cores dos muitos rios que atravessam o concelho e em todo o lado se escuta o murmúrio da água, que se bebe fresca das fontes presentes em todas as aldeias.

Na Porta do Mezio, as estrelas foram os astros. Literalmente. Ao cair da noite, orientadas por um astrónomo, descobrimos a forma de constelações, o nome de estrelas orientadoras e embasbacámo-nos com as sombras da Lua e os anéis de Saturno.

Parecia um desenho, mas era a realidade, aproximada pelos telescópios. A astronomia não é astrologia, mas ver tão nitidamente o que normalmente apenas imaginamos em pontinhos de luz no céu tem o seu quê de magia, que é ainda mais especial por ser real. 

Há fortes no Extremo

Não sei se o nome do lugar se relaciona com a sua localização, mas há topónimos que encaixam que nem uma luva. Talvez fosse só a manhã nublada e o nevoeiro denso, que trouxeram a sensação de lugar isolado e distante, mas Extremo parecia a designação ideal para onde chegámos.

Da estrada nacional 101, “extremámos” ainda mais monte acima, metendo depois por um trilho de terra e pedras, rumo ao Forte de Bragandelo. A mais de 500 metros de altitude, este é o melhor conservado dos dois Fortes do Extremo. O outro, o Forte de Pereira, vê-se lá do topo, a 700 metros em linha recta, mais abaixo, no monte oposto. Entre as duas fortificações havia uma trincheira que permitia a movimentação das tropas, que será limpa e recuperada, permitindo um trilho pedestre a ligá-los, recuperando assim a sua utilização histórica.

Estes fortes, do século XVII, foram construídos aquando da guerra da restauração, tendo tido um papel fundamental. Daqui, em dias mais descobertos que o que nos calhou, avista-se todo o Vale do Vez permitindo controlar a passagem de Monção a Arcos de Valdevez. São exemplares únicos no contexto de toda a Península Ibérica, sendo dos melhor conservados e permitindo conhecer como se construía este tipo de fortificação na época.

O processo de estudo, exploração e recuperação do Forte de Bragandelo foi um projecto conjunto da câmara de Arcos de Valdevez e da Universidade do Minho, com a colaboração da arqueóloga galega Rebeca Blanco-Rotea. Desde 2018 que vêm sendo feitas campanhas arqueológicas e levantamentos científicos, que permitiram perceber melhor a sua importância histórica e cultural. Este trabalho culminou na realização de sinalética explicativa e na abertura dos locais a visitas, a partir deste mês de Agosto. 

Nós, tivemos o privilégio de o visitar com o arqueólogo Nuno Soares, responsável da câmara por variadíssimos projectos, semanas antes desta inauguração. Explicou-nos todo o processo, enquanto caminhávamos pelas várias elevações que constituíam os diferentes muros de protecção.

Contou-nos também que este foi um processo comunitário, em que os donos dos terrenos (que o continuam a ser) e a população local deram vários contributos para se perceber a evolução do lugar ao longo dos anos e se orgulham de ter, na sua terra, um exemplar histórico tão importante. Este envolvimento será essencial na manutenção e divulgação do espaço, que a câmara vê como património que pode ser dinamizador cultural, económico e turístico da freguesia e do concelho.

Era uma vez, o sítio onde Portugal de fez

Era uma vez dois primos, o ainda não rei Afonso Henriques, em conquista do seu território, mas já chefe do Condado Portucalense e o imperador Afonso VII de Leão e Castela. Afonso Henriques, todo confiante depois da vitória na batalha de Ourique (contra os Mouros), decide ir fazer asneiras para a Galiza, conquistando dois castelos e quebrando um acordo prévio, a “Paz de Tui”. Afonso VII, furioso, decide vir ensinar uma lição ao primo. Reúne um grande exército e dirige-se para sul, conquistando todos os castelos no seu caminho. Desce a serra do Soajo e vem em direcção a Valdevez, quando Afonso Henriques sai ao seu encontro. Os dois exércitos encontram-se no vale do Vez, mas em vez de uma grande batalha, a coisa decide-se com um torneio (recontro). Se foi um torneio oficial, ou só uma série de escaramuças de parte a parte, os registos não são claros. O que se sabe é que os portugueses levavam vantagem sobre os leoneses, tendo capturado vários nobres. Por superstição (diz-se que achava que Deus estava do lado de Afonso Henriques), ou inteligência política, Afonso VII decide propor uma “boa paz e para sempre”, que Afonso Henriques aceita. Afinal, tinham um inimigo comum a sul, os Mouros. Mais do que evitar a independência de Portugal, Afonso VII queria sobretudo evitar o crescimento de Portugal para norte. Os primos fizeram as pazes, restituíram-se os castelos conquistados de ambas as partes e amigos como antes.

A maioria dos autores e historiadores consideram o torneio de Arcos de Valdevez como um dos passos marcantes para independência de Portugal, que se viria a consumar em 1143 através do tratado de Zamora. Daí o lema adotado pelo município “Arcos de Valdevez, onde Portugal se fez”

Todos os anos (menos nos dois últimos por razões pandémicas), a vila recria estes dias de torneio e vida medieval. Nos terrenos do Paço de Giela, durante dois dias volta-se à Idade Média, com oficinas e reproduções de actividades e ofícios da época, música, gastronomia e, nas duas noites, grandes recriações históricas do torneio.

Foi precisamente no Paço de Giela que Nuno Soares nos contou sobre esta recriação e nos mostrou o vídeo que encena este momento histórico. O Paço é um exemplar único de arquitetura civil privada gótica e manuelina, estando classificado como Monumento Nacional desde 1910. Os vestígios mais antigos do lugar, anteriores ao Paço e à Torre, classificam-no como “castelo rural”, que faria o controlo e defesa deste instável território de fronteira durante o início da Idade Média, pelo menos até meados do século XI. Foi sobre estas estruturas, entretanto destruídas e abandonadas que, em meados do século XIV, foi construída a atual torre. Foram depois sendo acrescentadas divisões habitacionais, com janelas manuelinas e entrada fortificada. Os finais do século XVIII e o século XIX vêm marcar o início do declínio desta casa nobre, que entra gradualmente em ruína. 

O Paço foi comprado pela câmara no final dos anos 90 e restaurado, tendo sido inaugurado a 11 de Julho de 2015, devolvendo este monumento à comunidade. Os três pisos da torre foram musealizados, estando dedicados à arqueologia e ocupação humana do concelho durante os últimos milénios, à evolução e história do próprio monumento, e ao “Recontro de Valdevez”. Nos antigos espaços habitacionais da casa, onde se optou por não recuperar os telhados e montar estruturas que permitam circular, que poderão ser desmontadas sem danificar as paredes e estrutura, podemos apreciar as vistas sobre os terrenos imensos que constituíam os domínios dos senhores do paço. Entre estas paredes, organizam-se hoje em dia eventos e concertos, que trazem nova vida a este edifício histórico. Além disso, são inúmeras as actividades educativas e culturais desenvolvidas pela câmara neste e noutros espaços históricos da capital do concelho. O entusiasmo das equipas que nos acompanharam era contagiante e conseguimos perceber a dedicação com que desenvolvem estes inúmeros projectos.

Um Floresta Encantada, receitas centenárias e brindes a próximos regressos.

O tempo já se começava a fazer curto para ainda ter de voltar a Lisboa e começámos a falar de mudar um pouco os itinerários. No programa tínhamos uma volta de bicicleta eléctrica, na “floresta encantada” e considerava-se trocar a localização. A cascata do rio Cabrão teve de ficar para outra visita.

Não faltam lugares bonitos para pedalar pelos Arcos, mas tinham-me falado de um caminho rodeado de uma floresta de castanheiros e, confesso, fiz pressão para lá irmos. O Parque Florestal de Miranda, na aldeia homónima, era tudo o que tinham descrito, e mais. A estrada cortava pela sombra das várias árvores autóctones, deixando o ar fresco e verde. Estávamos rodeados de estradas municipais, mas, ali no centro, a sensação de calma e isolamento era profunda. Floresta Encantada não é nome oficial, mas assenta-lhe lindamente.

Miranda fica a apenas 12 quilómetros da vila dos Arcos, na margem direita do rio Lima e foi uma das raras localidades minhotas dedicadas à cultura do trigo. Já contou com cerca de 30 moinhos em funcionamento e o pão caseiro era o sustento da sua população. O passeio foi rápido, mesmo só para deixar vontade de voltar. Saímos do parque e, numa volta circular, descemos por um trilho entre muros até um riacho, que atravessámos por uma ponte de pedra e subimos até à estrada, em direcção ao Mosteiro de Miranda. Daí, porque tínhamos o auxiliar eléctrico, foi subir num tirinho de volta à floresta, pela estrada municipal. 

Voltámos aos Arcos, para nos despedirmos dos nossos anfitriões em modo festa. Na Doçaria Central esperavam-nos Charutos dos Arcos e o espumante de vinho verde Vez. Nesta pastelaria fazem-se delícias desde 1830, cujas receitas vêm sendo passadas de geração em geração, até hoje. As mais famosas, são os charutos, uns cilindros de lamber os dedos, feitos com massa de hóstia enrolada e recheada com doce de ovos. As hóstias ainda são prensadas duas a duas numa prensadora manual, as máquinas para bater os ovos são centenárias e muitos dos tachos, panelas e balanças também.

D.Clarinha, a guardiã actual, já começou a passar o conhecimento à sobrinha, que herdará o lugar, quando ela se cansar. Mas é ver o seu entusiasmo enquanto nos explica todo processo e acreditamos que isso ainda vá tardar. Actualmente, as duas com mais duas colaboradoras, enrolam 600 charutos por dia, o máximo que conseguem. Chegar ao final do dia é arriscar não provar esta especialidade. Felizmente, os nossos estavam guardados.

Com um charuto na mão e um copo de espumante na outra, quase como no primeiro dia, brindámos a Arcos de Valdevez e toda a sua gente, natural e de coração, que tão bem nos recebeu e acompanhou esse fim de semana. Ficam estas memórias, uns quantos amigos e muita vontade de regressar.


Viajei a convite do município de Arcos de Valdevez. O itinerário foi (muito bem) organizado por eles, as palavras e opiniões são todas minhas. Para mais informações sobre os vários roteiros possíveis, vão a visitarcos.pt.

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