Évora a Manta Rota de bicicleta

Em 2019, verdinha nestas voltas em duas rodas, percorri o interior de Portugal, de Sanabria, ainda em Espanha, até Évora com o Borja. Foi a “Rota do que der”.

3 anos e uma pandemia depois, com algumas outras voltas por Portugal pelo meio, decidimos ir completar o que faltava deste interior. Em menos forma, mas com muito mais jeito, atravessei o Alentejo e o Algarve de sorriso nos lábios e espanto nos olhos. Ora vejam:

Dia 1:  Évora-Monsaraz, 65 km

Alentejo na Primavera é verde, amarelo e lilás, pontuado pelo branco das estevas, enormes como nunca as vira. E o cheiro constante a flor de laranjeira.

Campos do Alentejo

Até ao almoço, 35 km, foram 15 km de trilhos nestes tons. Um engarrafamento de ovelhas, que se afastaram à nossa passagem, uns quantos ciclistas, mas na maior parte do tempo, trilhos fáceis só para nós. Os últimos 20 km foram de estradas municipais sem trânsito. Uma benção para recuperar o tempo perdido a fotografar nos trilhos. 

Depois do borrego de Páscoa no restaurante A Lareira, em Montoito, voltámos à terra batida. Na primeira entrada na Herdade da Casinha demos de frente com uma manada de vacas com ar de poucos amigos. Após um face off com uma amiga particularmente intensa, decidimos não brincar com a sorte. Havia outra entrada mais acima, contornando umas vinhas. Empurrámos e entrámos. Depois de confirmar com os donos, em piquenique numa casa da herdade, que não estávamos a invadir propriedade privada, e que o caminho se juntava ao trilho que tentáramos fazer (e depois de ser gozados por ter fugido das vacas) seguimos. Monte acima, monte abaixo, entre vinhas, montados e campos de trigo, tudo numa explosão de erva e flores. Passámos várias “armadilhas” de vacas, pedalámos entre vedações, mas não tivemos mais encontros imediatos. Andámos felizes e fluidos, apesar do calor, que apertava. 

Os trilhos não eram muito técnicos, mas houve bastante cascalho, buracos e pedras, a subir e a descer. Tendo em conta que quase não desmontei, percebi o quanto mais há-vontade me sinto nas duas rodas. 

Na aproximação a Monsaraz, empurrámos as bicicletas encosta acima, num empedrado coberto de ervas com inclinação entre os 10 e os 20%. Meio morta, perguntei-me algumas vezes porque raio decidimos ficar lá em cima. Mas, ao entrar no quarto, ao pedir um Ervideira Invisível com vista para a Albufeira do Alqueva e ao ver o pôr do sol sobre a planície, desde a muralha, soube.

Pôr do sol em Monsaraz

Monsaraz é especial há muitos anos. Vamos sempre voltar aqui, nem que seja a empurrar.

Dia 2: Monsaraz – Valencia del Mombuey, 53 km

Lição do dia: a segunda-feira de Páscoa não é dia para comer em restaurantes na Amareleja e em Valencia del Mombuey. Na Amareleja, dos 10 existentes só dois estavam abertos. No primeiro, restaurante “a sério”, tudo cheio, mesas reservadas e um empregado afogueado que disparou “Impossível”, mal nos viu entrar. Demos duas voltas à vila a confirmar portas fechadas. Numa taberna com duas mesas e zero comida, dois senhores muito vermelhos e muito simpáticos encaminharam-nos para o café em frente ao lar. “ Vão logo ver pessoas sentadas à porta. Aí fazem-vos de comer.” Faziam, não tivesse acabado já tudo. A cozinheira, desconsolada por não nos poder ajudar, lá conseguiu desencantar os últimos pedaços de pão e fez-nos sandes de paio e manteiga. Uma maravilha, quando a alternativa era seguir mais 20 km de barriga vazia. Já levávamos 30 nas pernas, sem abastecer, confiantes nos muitos restaurantes da Amareleja.

Explicou-nos a senhora que, na segunda-feira depois da Páscoa, vai toda a gente para um terreiro de festa fora da vila, fazer piqueniques. Por isso estava tudo fechado. “Se fossem até lá ainda vos arranjavam umas bifanas de certeza!” Tivéssemos sabido antes…

Os 53 km deste dia foram todos por estrada. Preparação para os bons trilhos do dia seguinte. Queríamos muito passar por Noudar, mas indo por Portugal teríamos de contornar todo o parque até Barrancos, e daí virar para norte outra vez. Eram mais 30 km de estrada. A inexistência de pontes para cruzar o rio Ardila e a ribeira da Murtega, que delimitam a propriedade de 1000 hectares, tornava imperativo pensar muito bem a travessia. As margens são muito irregulares, às vezes escarpas de xisto, outras com trilhos de acesso, mas demasiado fundas. Num estudo prévio, ainda em casa, o Borja descobriu um lugar que parecia pouco fundo e de fácil acesso, vindo do lado de lá da fronteira, pelo trilho transfronteiriço do Ardila. Pensámos a rota para atravessar por ali, passando a noite anterior em Valencia del Mombuey.

Então, no segundo dia, ali estávamos a papar quilómetros por asfalto para chegar a essa aldeia extremenha. Que, aparentemente, tem os mesmo hábitos que a Amareleja. Dos seus cinco restaurantes e um bar de tapas, só um estava aberto nesse dia, com uma dona com pouca vontade de trabalhar. Quando, às 20.30h, lhe interrompemos a conversa com as amigas na esplanada e perguntámos se fazia comida, olhou-nos muito espantada. “Ahora mismo, no.” Nunca chegámos a perceber se fazia normalmente, mas mais tarde, ou se nesse dia não estava mesmo para ali virada. Segundo o que nos tinham dito na casa rural onde ficámos, esse era o sítio certo para tapas e rações.

Valeu-nos o oposto desta simpatia com os senhores da mercearia, que já fechara. Abriram-nos a porta e conseguimos desenrascar uma pizza e uma garrafa de vinho, para jantar na cozinha comum da casa. O dia fora um flop em muitos sentidos, mas continuávamos felizes e entusiasmados para o dia seguinte.

Dia 3 Valencia del Mombuey – Parque de Natureza de Noudar 17km

Foram só 17 km, mas entre as vistas que nos faziam parar a cada curva, os encontros imediatos com ovelhas, cães, cavalos, vacas e bois, e uma subida a empurrar até ao Castelo de Noudar, foi-se-nos a manhã nos trilhos. Sem arrependimentos. Foi um gozo deslizar pelo montado espanhol, ir à procura de gravuras rupestres entre rebanhos de ovelhas, atravessar campos cobertos de esteva que se abriam para a paisagem ondulada da Extremadura, de um lado, e do Alentejo, do outro.

O primeiro avistamento do Castelo de Noudar foi uma emoção. Atravessar o rio Ardila, fronteira dos dois países, vigiados pelas vacas de ambos os lados, também.

Subir ao castelo foi meio pedalada, meio empurrão. Lá de cima, via-se todo o caminho percorrido e mais além. O Ardila serpenteante, em cotovelos e contracurvas e o Monte da Coitadinha, branco sobre o verde, para onde nos dirigíamos depois. A casa do Parque de Natureza de Noudar.

O relevo acidentado, o xisto, nada daquilo lembra o Alentejo, mas tudo aquilo é Alentejo também. Um Alentejo mais diverso, como deveria ser em muitos outros pontos da região.

Baloiço de Noudar
Única utilidade de um baloiço destes

Comemos sentados no baloiço do castelo e pedalámos os dois quilómetros até à casa. Depois de instalados, saímos a caminhar. As pernas estavam frescas e a paisagem pedia descoberta. Há vários trilhos marcados, de diferentes dificuldades. Juntámos alguns para uma volta circular de oito quilómetros, à descoberta dos “fundos dos vales onde descansam moinhos-de-água, bosques selvagens em encostas que escorregam para os rios, cristas rochosas que se erguem acima de toda a paisagem”. E foi exactamente isso que vimos, apenas com essa voltinha.


A história do lugar, como tantas, reveste-se de “nuances”. A Herdade da Coitadinha está ligada à história da vila medieval de Noudar. A sua propriedade passa das mãos da Ordem de Avis para a dos governadores da vila e, já no século XIX, é comprada por particulares de Barrancos. Ao longo dos séculos os seus terrenos foram explorados para a caça e pecuária, existindo também pequenas parcelas arrendadas aos moradores de Barrancos que as utilizavam para cereal, matos e hortas. Em 1997, foi adquirida pela EDIA  (Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva, S.A.), como medida de compensação pela perda de habitats de ecossistemas de montado, galerias ripícolas e matagais mediterrânicos induzida pela construção da barragem de Alqueva. Foi escolhido este território, afastado da zona de influência direta de Alqueva, por pertencer à Rede Natura 2000 – Zona Proteção Especial (ZPE) Moura-Mourão-Barrancos e ter um riquíssimo património natural e cultural, e uma vasta e preservada área de montado de azinho.

“O montado, as pastagens, o olival, o pastoreio com vacas e o porco preto, são os sinais comuns às herdades vizinhas desta região. Mas aqui, um relevo mais abrupto e rochoso protegeu enclaves de vegetação onde permaneceram azinhais e bosques densos, onde a luz entra com dificuldade, redutos únicos numa paisagem muito alterada pelo homem”, lê-se na descrição do Parque de Natureza de Noudar, criado na herdade. 

Sentada no alpendre do Monte, voltado para esta paisagem deslumbrante, reflecti sobre esta história enquanto ouvia as vacas à distância e o sol desaparecia. Uma área é preservada porque outra foi destruída. Isso não retira a sua importância. Este Alentejo é sem dúvida um Alentejo a preservar e acarinhar. Este é um Alentejo com muito por descobrir, onde irei voltar.

Dia 4: Noudar – Vila Verde de Ficalho, 60km

Não dávamos grande coisa por este dia. Era outro de muita estrada, para nos encaminharmos para os trilhos que despertavam mais curiosidade. Mas, ao contrário do segundo dia, acabou por nos dar boas surpresas gastronómicas e naturais. 

Acompanhados nos primeiros dois quilómetros pela Fiúza, que nos teria seguido até Barrancos se tivéssemos deixado, fizemos os 12 km de gravilha, ainda da Herdade, que levam até ao asfalto que conduz a Barrancos. Brilhava tudo na luz matinal. A estrada desce até à ribeira da Murtega e depois da ponte, foram três quilómetros empinados até Barrancos.

Daí, a EN236 foi um sobe e desce na paisagem enrugada destas paragens. Planícies floridas e encostas vigiadas por abutres, distraíam-nos do eventual aborrecimento.

Entretanto, num giro para nordeste para chegar a Safara para almoçar, começámos a levar de frente com o vento da tempestade que atravessava o país nesses dias. Os oito quilómetros para chegar aos ovos fritos com espargos e às migas de espargos com secretos d’O Arcada fizeram-se valer bem. Mas vinha recomendado, e com razão. 

Arrancar depois de almoço de prato é sempre custoso, mas os 23 km da tarde, fizeram-se em duas horas. Agora em direcção a sul, lutámos contra o vento a cada curva para a direita e aproveitámos o balanço a cada girar à esquerda. Chegámos com tempo para tudo. Banhos, descanso, passear pela vila e até ter uma reunião virtual, antes do jantar. Falhámos as festas locais por um dia, mas ainda vimos a azáfama da montagem dos carrosséis.

Dia 5 Vila Verde de Ficalho – Mina de São Domingos, 49 km

Num dia de incógnitas e sem expectativas tivemos várias boas surpresas. Saímos de Vila Verde de Ficalho seguindo um trilho bem marcado, parte do P4, do Centro Cyclin de Serpa.

Rolámos primeiro por estradões agrícolas, entre oliveiras e sobreiros, num sobe e desce ligeiro e divertido. Na Terra do Lagarto, já a fazer algumas perpendiculares às curvas de nível e em terreno mais acidentado percebemos o porquê da classificação negra da rota, mas foram mais os momentos de alegria que os de desmonte e frustração. Depois de cruzar a Ribeira do Vidigão, seca, e subir mais um bom bocado, contornámos o circuito de motocrosse. Aí, tínhamos a possibilidade de apanhar logo uma estrada municipal, mas íamos tão satisfeitos fora do asfalto que continuámos a seguir o trilho, apesar de ser menos directo. Não foram os 15 km mais rápidos da rota, mas foram dos mais divertidos.

Já perto de Vila Nova de São Bento girámos completamente a sul, apanhando a estrada municipal 519, durante 12 rápidos quilómetros. A segunda surpresa do dia estava no fim desse trajecto. O caminho municipal 1099. Uma autoestrada de gravilha, com curvas e inclinações suaves, sem grandes buracos ou pedras soltas, a ligar grandes terrenos de pastagem, todos com vedações a manter as ovelhas e vacas fora do caminho. Não nos cruzámos com vivalma esses 10 km.

Com pena que aquele caminho terminasse, demos com a terceira surpresa, ainda melhor. Entrar na estrada municipal 525 foi descobrir um tesouro. Não é, mas podia ser, uma ecovia. Acompanha as curvas de nível, desenhando linhas suaves. É apertada para dois carros, mas não passou nenhum. Perfeita para duas bicicletas. Vai alternando o lado protegido pela encosta e o lado aberto à paisagem, enrugada. Colinas encimadas por sobreiros, pequenos vales, só o som dos pássaros e um asfalto que devia ser bem recente. Era pedalar nas nuvens. Queríamos que durasse mais tempo. 

Dali a Mina de São Domingos, foram mais umas quantas estradas municipais, sem nada digno de nota. Chegámos a tempo de descansar e passear pela praia fluvial e pela vila, dando um pulinho à Lagoa Ácida das antigas minas que lhe dão o nome. No dia seguinte já atravessaríamos o resto do complexo.

Dia 6 Mina de São Domingos – Alcoutim 42km

Que tareia! Acho que foram os oito quilómetros mais lentos que alguma fiz, aquele troço da antiga linha de comboio do minério, entre Salgueiros e Pomarão. Mas adianto-me.

Saímos de Mina de São Domingos depois das 11h, seguindo as indicações (precisas) do site de meteorologia do IST, para aproveitar uma janela de tempo entre cargas de água. Felizes e contentes pela PR10_MTL, a Rota do Minério até à aldeia de Santana de Cambas.

Daí continuámos a seguir o trilho que faz o caminho da antiga linha de comboio que fazia o transporte até ao Guadiana, no Pomarão. Nos primeiros quilómetros a coisa parecia bem encaminhada. Tinha um bocado de cascalho a mais, tivemos de ir abrindo e fechando portões por causa das vacas e ovelhas, e contornando pontes partidas sobre ribeiras semi-secas, em trilhos alternativos já bem batidos.

Era mais lento que pela estrada, mas divertido e bonito. Demorámos mais a fazer esses três quilómetros que os cinco anteriores, mas íamos bem. Os problemas começaram depois de Salgueiros. 

Olhando para o mapa, parecia que poupávamos quilómetros e inclinação, por comparação com a estrada e a GR15. Os comboios vão a direito, cortando pelos montes e barrancos por túneis e pontes que aparentavam ser atravessáveis e pacíficos. Só que as pontes já não eram pontes, os túneis não são usados há décadas e, no caminho talhado na pedra cortando a inclinação, já não passa gente há tanto tempo que se criou uma selva em vários bocados. E entretanto começou a chover.

Foi descer e subir dos riachos a cada 100 metros, montar e desmontar alforges quando a coisa empinava e estreitava, empurrar, pedalar sobre cascalho, ficar preso nas silvas, escorregar na lama e no xisto molhado, empurrar as bicicletas sobre as traves de madeira pelos túneis escuros forrados a cocó de morcego, e repetir tudo outra vez. Perdi a conta ao número de travessias, túneis e pontes. Quando considerámos voltar para trás, com medo que algum daqueles obstáculos se tornasse intransponível, já tínhamos avançado tanto que decidimos arriscar continuar. Tivemos sorte. Apesar dos rasgões e trambolhões, fomos passando. 

Chegados a Pomarão, cobertos de lama, já sabíamos que não havia maneira de cruzar o Guadiana. O Sr. Jorge estava sem motor no barco. Trocáramos mensagens no dia anterior. Cruzámos o rio Chanza onde ele desemboca no Guadiana, pela ponte internacional, e seguimos por estrada já em Espanha, até Sanlucar do Guadiana. Aí já sabíamos que podíamos atravessar nos táxi-barco da Fun River, para Alcoutim.

A ideia inicial tinha sido cruzar em Pomarão e seguir pela GR15 e o Caminho de Santiago, mas sem o Sr. Jorge era impossível. A redesenhar a rota no dia anterior ainda considerámos fazer os trilhos do Camino Natural del Guadiana, do lado espanhol, mas depois da sova dos primeiros 20 km já não estávamos para aventuras. Foram mais 20 de estrada, a rolar bem apesar de algumas subidas, para chegar a Alcoutim o mais rápido possível.

Depois do banho tomado, enquanto víamos o rio deslizar da janela, conseguimos rir-nos da “aventura do minério”. É sempre aquele divertimento tipo II que deixa as melhores histórias para contar.

Dia 7: Alcoutim – Manta Rota, 47 Km

Este era já um pedaço de rota conhecido. Passáramos Outubro na Manta Rota e feito um ida-e-volta num fim de semana, até aqui. Nesse Outono a saber a Verão, fomos explorando partes da GR15, a Grande Rota do Guadiana, e outros trilhos, evitando a estrada. A caminho de Alcoutim, fomos até Castro Marim e daí seguindo os trilhos, acompanhando o rio sempre que possível.

Na descoberta, demos com zonas intransponíveis, que nos fizeram ter de contornar e subir colinas, estradões com demasiadas pedras e demasiado sol, mas também com suaves pistas de terra ladeadas de árvores. E aquela emoção de ver o rio numa curva do caminho. 

À volta, procurando o caminho mais directo, mas evitando estradas e desníveis acentuados, demos com o trilho que acompanha o adutor Beliche-Tavira, que leva a água da Barragem de Beliche à Estação de Tratamento de Tavira. Parte do caminho foi o mesmo que à ida, mas pela fresca. Depois metemos para Odeleite. Para chegar a Beliche há que trepar um bocadinho, mas daí para baixo, é quase só escorregar com a gravidade, tal como a água. Quase.

A ideia era repetir essa rota pelos trilhos bonitos, mas a meteorologia não estava favorável. Deixando nota mental para voltar, e demorarmo-nos mais por estas povoações ribeirinhas e fronteiriças tão interessantes, fizemos tudo por estrada até ao caminho do adutor, para acelerar. Daí foi deixarmo-nos cair, quase.

Talvez fossem a chuva e a lama a reduzir o entusiasmo, mas sentimos mais subidas que lembrávamos da primeira vez. Ainda assim, foi um bom atalho. Quando desembocámos em Vila Nova de Cacela, já o sol brilhava outra vez.

Seguindo os caminhos que percorremos vezes sem conta no primeiro confinamento, chegámos a casa já secos, mas embarrados, directos para o duche e um merecido arroz de marisco no Costa. Estava completo o interior de Portugal em duas rodas.


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